terça-feira, 6 de setembro de 2011

paciência

apesar de ser virginiana e ficar enlouquecida com mudanças na minha rotina, eu gosto de mudanças. mudar de mesa no trabalho, os móveis de lugar, trocar as roupas de gavetas. é sempre uma chance para que eu consiga organizar tudo de novo. ver o que eu não preciso e jogar fora, achar uma peça de roupa que eu nem lembrava mais que existia.

claro que mudanças, por menos radicais que sejam, elas causam medo. o desconhecido sempre causa estresse. mas nem sempre as mudanças vem para o mal.

a rita é uma prova disso. ela era a minha maior preocupação quando eu vim para casa da minha mãe. afinal, uma gata que passou seis meses escondida quando chegou em casa, mais três para me deixar chegar perto e quase dois anos para dormir na cama comigo... sempre achei que ela não aguentaria mais uma mudança. que sua melhora de comportamento regrediria e que teria que começar a conquista tudo de novo.

só que a vinda para minha mãe me mostrou que o óbvio nunca pode ser a certeza maior. ainda mais quando estamos falando de vidas. de sentimentos. de animais. mudar acabou sendo bom para a rita. ela conseguiu socializar mais. ficar menos tempo escondida e até arriscar uns passeios entre os 'novos membros' da família.

sim, muito mais do que antes, quando morávamos só os gatos e eu, a rita passeia diversas vezes pela casa. vai ao banheiro, sala, varanda. arrisca uma conivência pacifica com o , o cão primo, com os demais irmãos gatos e até com minha mãe e irmã. ela até dá uns tapas no bubu quando ele leva uma em vez de se esconder debaixo da cama =D

ela não dá voltinhas só noturnas. ela circula pela casa o tempo todo. agora, por exemplo, enquanto eu escrevo este post, ela está aqui tomando um belo banho de gato...




















assepsia geral. sem medo de ser feliz. não sei se menosprezei a capacidade dela de interação ou se ela está me dando um tapa com luva de pelica para me mostrar novamente que o segredo de tudo é e sempre será a nossa capacidade de esperar que a natureza haja.

paciência é a chave do negócio. sempre digo isso nas trocas de e-mails com possíveis adotantes. e mesmo que a maioria se sinta insegura com as adaptações, sempre continuarei insistindo que com uma boa dose de paciência, tudo se ajeita.

não tem 'segredo' e nem fórmula mágica.

a recompensa é isso que estão vendo. o verdadeiro amor e respeito vencendo qualquer barreira.

4 comentários:

Ana, Aprendiz de Anjo disse...

Luisa, todos os seus filhos são lindos, mas a Rita sempre foi minha preferida e a torcida aqui sempre foi grande para ela se adaptar e ser feliz. Valeu, olha que olhar mais confiante. Beijos.

Beca disse...

Ser humano, em geral, não tem paciência. Minha gatinha Mia tb demorou dois anos pra confiar em mim. Mas ainda confia desconfiando. A natureza tem o tempo dela e não o nosso.

eva disse...

é temos que dar tempo ao tempo, e ter paciência mesmo. Agora ficamos superfelizes quando eles se adaptam bem. Beijos

alessandra disse...

É, haja paciência. Aqui em casa estamos na sexta semana de adaptação do Guri, o gato novo, com as donas da casa Jupiter e Vênus, e a situação ainda está tensa...