segunda-feira, 31 de outubro de 2011

o problema de ser uma caga-regra

é que você tem que seguir as suas próprias regras para este ‘título’ ter algum sentido. eu sou uma caga-regra assumida e, para falar a verdade, eu me orgulho de ser uma caga-regra. isso porque, na maioria das vezes as regras dizem respeito só a mim, até porque, de verdade, eu acredito na filosofia pão de açúcar: ‘o que faz você feliz’.

não sei vocês, mas eu nasci com a missão de ser feliz e me apaixonar. não sei se terei outra vida, então não vou sofrer e me privar de ser feliz nesta. e isso se dá em todos os aspectos. uma coisa que me faz feliz é ser coerente, é acreditar numa coisa e seguir com ela mesmo que não seja a melhor escolha. e aí eu arco com minhas responsabilidades numa boa, sem medo de ser feliz!

e hoje mais uma vez segui o que meu coração tava mandando e é por isso que eu gostaria de comunicar a vocês que eu não faço mais parte do quadro de voluntárias da ong adote um gatinho. sei que muitas me associam à ong, embora eu sempre deixasse claro que aqui o que valia era minha opinião. sei também que muita gente fica de olho aqui, fazendo a auditoria do que eu falo. parece egocentrismo, mas infelizmente acontece.

eu sei também que eu tenho um jeitão viking, mas eu sempre coloquei os gatos em primeiro lugar. deixando de lado família, namorado e muitas vezes até eu mesma. por isso eu saio do aug com a mente em paz, sabendo que eu fiz o meu melhor. nem sempre nosso melhor é suficiente, mas de novo segui minha regra maior, a coerência, e fui eu em cada segundo de voluntariado, colocando os gatos em primeiro lugar e passando por cima de gostos pessoais ou afinidades.

saio tranquila, porque só eu sei o quanto investi para colaborar com a ong. só eu sei o quanto fui apaixonada pelo trabalho que exerci orgulhosa nestes anos todos. saio tranquila, porque sei que fiz grandes amigos e sei que fiz a diferença na vida de todos os gatinhos que passaram pela minha casa quando eu fui lar temporário. e, mesmo que eu tenha me sentido aliviada por não ter o peso de encher a casa de gatos [sim, não é fácil cuidar de muitos gatinhos], só eu sei o quanto me fez mal não poder dizer 'eu aceito este gato em casa' quando recebia pedido de ajuda.

investi horas dos meus sábados fazendo entregas, fotografando gatos, recebendo adotantes no consultório da nossa vet. respondi mais de 100 e-mails por dia. fui educada quando me atacavam e fui solicita quando me pediram ajuda. participei dos bazares, dei ideias, dei meu sangue. eu fiz isso com o maior orgulho que uma pessoa pode ter por um projeto que acredita.

não que eu não acredite mais do aug. acredito 100% na ong e na honestidade e boa vontade das meninas. só tenho que torcer para que ela ganhe mais e mais força e consiga patrocínios. eu sei que sempre farei parte desta história, sempre. porque tenho o miguel, a rita e porque eu sei que tem lá uma chatice minha em algum cantinho da ong.

só que se fosse fácil chamaria miojo e não relacionamento. como todo relacionamento, tem o risco de desgastar e foi isso que aconteceu. desgastou, perdeu o brilho, a paixão. virou amigo e eu quero é me apaixonar, viver um grande amor sempre. reciclando, renovando. tendo tesão. quando você perde o tesão a melhor coisa a fazer é levantar da cama e pegar um novo rumo.

agora o que fica é o carinho e o desejo de que tudo dê certo. é aceitar que um ciclo se fechou e se deixar disponível para que um novo amor apareça. a paixão pelos gatos jamais morrerá e é por isso que já estou avaliando novos pretendentes para viver um novo amor! quero viver a paixonite aguda e ter a sensação de que sou perfeita para o outro e me doar 100%, sabendo que tô fazendo alguém feliz por completo.

em breve, podem escrever: terei novidades!

7 comentários:

disse...

ser ou não voluntária do aug não muda nada no que eu tenho com você (#ui), mas devo registrar que sentirei sua falta. como voluntária acho uma grande merda a sua saída. merda pra mim, pra ong e principalmente pros gatos do aug. como sua amiga eu quero que você faça 'o que faz você feliz' e se sair da ong vai fazer isso, ok. o importante é que você fique bem e cumpra sua missão na terra! :)

Nailane disse...

OI Louca, achei muito legal sua postagem, me identifico muito com você, fui voluntária do Beco da Esperança aqui em Curitiba por muitos anos, e eu me dediquei muito, sacrifiquei muita coisa, nossa, você nem imagina, alias, acho que você imagina sim. Mas, eu acabei me distanciaando gradativamente, acho que fui me tornando mais uma protetora individual, muitos animais pra mim cuidar, casa, trabalho, faculdade, eu já não estava fazendo nada direito, resgatei o Odin doente, a Luna prenhem, agora estou com a Chava e os bbs, enfim. Apesar de ter me afastado do Beco, sempre vou amar os felinos e me dedicar a eles, sempre, sempre. Também sou caga regras, hehehe, adorei a expressão.

Beijos

Nai

Gata Lili disse...

Acredito que cada um faz o que pode e até quando dá. Tenho certeza que os gatinhos e muitas pessoas da ong estão agradecidas pela sua ajuda e tristes pela sua saída. Mas o importante também é que o amor por nós, gatos e outros animais está vivo e quente, cheio de tesão no seu coração. Um beijo da gata.

Repositório disse...

Na torcida para que a nova fase seja maravilhosa!

Yumi Hirai disse...

Miss you already, baby.

Louca dos Gatos disse...

meninas, obrigada pelo carinho e torcida. como diz mamãe, não há nada mais escuro que a noite e o dia sempre chega =D

yumi... vcs estão em boas mãos =P

Art by Lu disse...

Lui, confesso que me assustei quando vc disse que tinha saído do Aug. Imaginava que vc NUNCA fosse sair, não consigo visualizar a ong sem vc, porque p/ mim - que fui parceira artesã morando longe de Sampa - vc era a "voluntária-ponte", rsrs, vc "linkava" , entende? rsrs

Mas, como vc disse, são fases, ciclos. Assim como não sou mais parceira da Ong por motivos já explicados no FB Art by Lu, vc não é mais voluntária e será feliz e útil de alguma outra maneira, para alguma outra Ong, who knows? ;- )

As coisas mudam, a roda gira, o mundo e nossas vidas também. Nada nem ninguém é estático, e é aí que mora a graça nessa coisa doida chamada vida, né? [Lu c/ filosofia de botequim =P].

Bjo grande