quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

PIF

quem conhece a doença ou já perdeu seu gatinho por causa dela sabe que é grave, rápida e, na maioria das vezes, mortal. a pif [peritonite infecciosa felina] é uma doença que, como o nome induz, acomete os gatos e não é transmissível para outras espécies. além disso, a pif não é uma zoonose, ou seja, não é uma doença de animais transmissível ao homem.

a transmissão se dá quando o gato entra em contato com o coronavírus. apesar de ser um vírus comum e simples, alguns gatos não conseguem fazer uma resposta imunitária e desenvolvem a pif. segundo a dra. angélica lang klaussner, veterinária especializada em felinos, existem muitos estudos para detectar as dificuldades de alguns gatos para responderem ao vírus, mas muitas questões ainda estão sendo investigadas.

ao entrar em contato com o coronavírus, os gatos sofrem uma vasculite (inflamação de vasos sanguíneos). os sintomas variam de acordo com o local em que ocorre a vasculite muito severa. “dependendo do órgão agredido, o animal apresenta um sintoma diferente, mas existem ainda sintomas muito peculiares da doença como alteração em íris (mudança na coloração dos olhos), convulsões, acúmulo de líquido em pleura e/ou abdominal, entre outros”, explica a dra. angélica.

o diagnóstico é feito por exames clínicos: além de uma boa avaliação física, deve-se pesquisar possíveis alterações nos exames de sangue, algumas sendo específicas da doença e outras mais genéricas. hoje em dia está disponível no mercado um exame sorológico para pif. este exame, entretanto, detecta a produção de anticorpos ao coronavírus e não a detecção do vírus em si, como ocorre na fiv/felv.

desta maneira, somente o resultado desse exame não é conclusivo para o diagnóstico de pif. “é importante sempre ter a orientação de um veterinário para que ele possa fazer a junção do quadro clínico, sintomas, exames de sangue e demais alterações de comportamento. de fato, esta é uma das doenças de mais difícil diagnóstico”, conta a veterinária.

o tratamento da pif é sempre de acordo com o órgão afetado. o ideal é isolar o animal do convívio com outros gatos neste período, pois o vírus pode ser eliminado pela urina, fezes, secreções e sangue. como cada gato tem a sua resposta ao coronavírus, não existe a possibilidade de avaliar qual animal pode ou não ter a reação imunitária e desenvolver a pif.

como não existe vacina para essa doença, a maneira mais eficaz de evitá-la é diminuir a possibilidade de contato não permitindo que seus gatos tenham acesso à rua e nem contato imediato com animais recém-resgatados. 

essa doença, infelizmente, é a maior causa de morte entre os felinos. por isso é tão importante que toda e qualquer mudança de comportamento seja observada pelo tutor do animal e avisada ao veterinário. 

* este texto foi escrito por mim há algum tempo para o blog do aug. como o texto está fora do ar e muita gente me pergunta do que se trata a doença e como ela funciona, resolvi repostar aqui, desta vez na íntegra!

** vale lembrar, antes de qualquer coisa, que existem opiniões controversas sobre as causas da doença. na medicina é muito comum existirem linhas de teses distintas.

5 comentários:

Juliana Castro disse...

Olá Luí,
Tenho lido seu blog e achei muito legal. Adotei um gatinho há pouco mais de 1 mês, Théo é meu primeiro gato, até então tive experiencias apenas com cães e aves. Estou apaixonada pelo meu pequeno e também cheia de dúvidas com os cuidados. Tenho pesquisado e lido bastante, mas não é o suficiente ainda não achei um vet de confiança para ele. Continue com seu trabalha pois eh muito legal e ajuda bastante os novatos. Também criei um blog, lá conta a historia detalhada de como Théo veio para casa. http://lambidasemiados.blogspot.com.br/

Moacir ARAUJO DE BRITO MESSIAS disse...

Boa noite, tive uma gatinha que morreu desta doença, e na época foi feito um exame caro, R$320,00 que me lembre, que foi o responsável pelo diagnóstico da doença. Você sabe me informar qual o nome deste exame?

Louca dos Gatos [luipinheiro] disse...

MOacir, o exame se chama teste de Elisa. Ele detecta FIV e FELV.

Beijos

Gabriela Rossi disse...

Olá, perdi uma gata para a PIF, ela tinha 2 anos e meio. Ela tem um irmão, há grandes chances dele desenvolver tbm? Ela está bem e não apresenta sintomas. Só emagreceu algumas gramas depois da perda da irmã. Obrigada.

Gabriela Rossi disse...

Olá, perdi uma gata para a PIF, ela tinha 2 anos e meio. Ela tem um irmão, há grandes chances dele desenvolver tbm? Ela está bem e não apresenta sintomas. Só emagreceu algumas gramas depois da perda da irmã. Obrigada.